sábado, 22 de agosto de 2015

Resenha Cidades de Papel


Cidades de Papel
Autor:
John Green
Sobre a obra:
Escrita: Primeira Pessoa
Número de páginas: 368
Tradução Juliana Romeiro, Intríseca, 2013



Ninguém pode negar que John Green conseguiu uma fama absurda por seus livros destinados ao público jovem nesses últimos anos, o escritor não só fascinou seus leitores, como também vem conquistando as salas de cinema. Com o sucesso arrebatador de A Culpa é das Estrelas, John assinou mais um contrato de gravação, só que dessa vez pelo best-seller Cidades de papel. E eu, que já tinha lido o primeiro, devido ao lançamento próximo, decidi ler Cidades de Papel. Meio receosa, devido algumas críticas, pedi emprestado à uma amiga e fui lê- lo sem expectativa nenhuma, e devo dizer que John Green me vez virar a noite, e surpreendeu com esse livro que me prendeu do começo ao fim.

Cidades de Papel conta a história de Quentin, um menino que tem sua vizinha Margo Roth Spiegelman como sua primeira paixão, uma menina corajosa e interessante que com o aproximar da adolescência perde toda a relação, até um dia em que esta aparece de noite em sua janela, pintada de preto, lhe propondo acompanhá- la em uma divertida aventura pela madrugada, para se vingar de algumas pessoas da sua lista, com direito a invasão de casas e entradas escondidas no Sea World, apesar de hesitar um pouco, ele aceita.
No outro dia, acreditando que tudo agora seria diferente entre eles, Quentin recebe a notícia de que Margo sumiu, fazendo com que este embarque em uma divertida aventura com seus amigos em buscas de pistas sobre o paradeiro dela. Só que ao longo da procura, ele vai percebendo que Margo não era quem ele imaginava ser.

Apesar da história ser sobre a relação entre Margo e Quentin, o livro é muito mais que uma história sobre romance, é principalmente um livro sobre amizade.
A escrita de John é maravilhosa, leve, rápida e como sempre cheia de metáforas. O autor consegue fazer com que entendamos Quentin, tudo que se passa na sua cabeça e toda a evolução dentro dela a cada capítulo. 
Quentin cumpre um excelente papel como protagonista e Margo vai nos conquistando aos poucos. Os personagens secundários são incríveis, se destacando ao longo do livro, como os amigos Ben e Radar, que me fizeram gargalhar e proporcionaram as partes mais divertidas. O casal apesar de não muito atrativo, ao final do livro não me decepcionou, mas claramente fica assombreado pelo trio de amigos, que mostra que, apesar da amizade entre eles ser simples, em que facilmente nos identificamos, não precisa de um cenário impactante e circunstâncias extraordinárias, para render uma ótima história.
Devo dizer que John Green conseguiu perfeitamente entrar nesse universo adolescente, mostrando algo muito comum na juventude, a imagem que muitas vezes criamos das pessoas, e que na verdade não passa de algo criado na nossa cabeça, uma ideologia falsa de uma paixão.
No geral, gostei bastante de Cidades de Papel, e não indico para aqueles que procuram uma história memorável, mas sim, para os que querem ler um bom livro sobre a juventude e todas as coisas que a tornam inesquecível.